Ü Pedagoarte na Alfabetização Ü

Visite o Blog PEDAGOARTE dedicado à Alfabetização. Nele você encontra textos e muitas atividades voltadas à Alfabetização. Se desejar colaborar com atividades e fotos, feitas por você ou com sua turma, entre em contato. Nilc Rodrigues e-mail: pedagoarte@gmail.com ............................... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Visite o Blog PEDAGOARTE dedicado à Educação Infantil e Ensino Fundamental. Nele você encontra muitas atividades (Artisticas e Ortográficas) voltadas às séries iniciais. Se desejar colaborar com atividades e fotos, feitas por voce ou com sua turma, entre em contato. Nilc Rodrigues e-mail: pedagoarte@gmail.com ............................... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO


RESENHA

LIVRO:   MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
AUTORA: MARIA DA GLORIA GOHN
EDITORA: CORTEZ,
ANO: 1999

Maria da Glória GOHN é doutora em Ciência Política pela USP, pós-doutora e mestre em Sociologia, atua como pesquisadora da UNICAMP e pesquisadora nível I do CNPq, também é autora de vários livros sobre Movimentos Sociais, dentre eles: Movimentos Sociais e Redes de Mobilizações no Brasil Contemporâneo (2010); Movimentos sociais no início do século XXI. Antigos e novos atores sociais (2003) e História dos movimentos e lutas sociais (2001)

Em seu livro “Movimentos Sociais e Educação” a autora oferece, com riqueza histórica, importantes informações sobre os movimentos sociais que influenciaram a questão educacional. A cada período de crise econômica houve uma reformulação da educação, o que no início do capitalismo levou os pensadores e sociólogos como Durkheim a buscarem respostas para compreender o desenvolvimento social e seus problemas. No decorrer da história, o que era luta por subsistência passou a ser luta por cidadania. Essas lutas levaram governantes e  representantes da sociedade a criar propostas e reformas educacionais.

Segundo GOHN foi a partir de movimentos populares e de outras tendências sociais que transformações ocorreram na luta por melhorias na educação brasileira. Representantes populares também se engajaram na luta por melhorias urbanas através de movimentos populares, movimentos esses que tiveram caráter educativo na medida em que levavam seus participantes ao conhecimento histórico e à conscientização política, permitindo assim clareza no objetivo do movimento, afirma a autora. Entretanto com o envolvimento de grupos intelectuais na acessória dos movimentos populares perdeu-se o caráter educativo que tornava o saber do povo politizado, gerando o aprendizado e a reflexão sobre si e seu papel na sociedade através da prática dos movimentos populares.

GOHN cita autores como Florestan Fernandes, Gilberto Freire, Caio Prado, dentre tantos outros que tratavam da identidade nacional e do desenvolvimento social e educacional através de seus textos, além de autores internacionais como Paul Singer, R. Aron, Satre e muitos outros que contribuíram para a produção das ciências sociais no Brasil durante o período dos programas sobre educação popular na América Latina. “A educação era um instrumento apresentado como uma técnica, mas que na verdade tinha características políticas” (p. 46)  ressalta a autora.

Ao aponta como fruto da ideologia política focada com maior interesse na mudança econômica que em mudanças sociais, a diminuição da educação popular e um aumento na publicação sobre movimentos sociais. E é ao revelar a considerável perda de autonomia desses movimentos, já que a maioria de seus representantes estavam ligados a partidos políticos ou dependentes de apoio religioso, que GOHN identifica a crise nos movimentos populares à partir da década de 1990. E a crítica da autora vai além, pois as ONGs que surgiram para assessorar os movimentos populares reproduzem a linguagem político-partidária, tomando o lugar da função pedagógica que havia no caráter educativo desses movimentos.
           
Ao finalizar GOHN afirma que não é na assistência paternalista da sociedade (referindo-se à política neoliberal dos anos 80)  e sim na mudança no papel omisso das universidades que se encontram as soluções pontuais imediatas para os problemas educacionais brasileiro,  através da pesquisa-investigação, da geração de novos métodos e tecnologias em busca de soluções para esses problemas  . GONH ainda diz que é chegada a hora dos movimentos e da educação popular se reconciliarem, pois “é preciso consciência da sociedade, ainda que a nível de senso comum, para que as normas e leis sejam respeitadas e cumpridas” (p.68). 


 Resenha escrita por Nilc Rodrigues de Assis, Pedagoga em formação.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei : sem imaginar que pudesse existir. 6 ed. (2003). Campinas : Papirus, 2001. 120 p.
GAVALDON, Luiza Laforgia. Desnudando a escola: ensino aprendizagem interação disciplina avaliação e muito mais. São Paulo : Pioneira, 1997. 84 p.
GOHN, Maria da Gloria. Movimentos sociais e educação. 3 ed. São Paulo : Cortez, 1999. 117 p.
MEKSENAS, Paulo. Sociologia da educação: uma introdução ao estudo da escola no processo de transformação social. São Paulo : Loyola, 2005. 144 p.


PRESENTE INESPERADO



Sabe aquelas "sapeadas" que damos pela net a procura de algo novo, pois é, fiz isso dia desse e sem querer acabai por esbarrar em um ser encorajador  e iluminado chamado Eliane Gonçalves .

Com ela me lembrei das (In) Certezas que norteiam a prática do Educador...



COMO ENSINAR, PORQUE ENSINAR E O QUE ENSINAR ???

1. Visar sempre a expressão criadora;


2. Estar sempre com as aulas planejadas;


3. Estar sempre preparada para mudar meu planejamento;


4. Potencializar a performance dos meus alunos;


5. Lembrar sempre que arte sem contexto histórico é arte sem memória;


6. Não existe expressão sem conteúdo!


7. Imaginação!


8. Emoção!


9. Comprometer-me com a sociedade em que vivo e com minha ação educativa;


10. Olhar para o fundo dos meus alunos, das suas relações, dos seus modos de vida;


11. Promover uma educação significativa através de conceitos significativos;


12. Facilitar processos de singularização;


13. Construir, des-construir e re-construir;


14. Integrar currículo e cultura;


15. Pesquisar sempre e tudo;


16. Comprometer-me com a libertação da dominação;


17. Celebrar o pluralismo e a diversidade;


18. Promover desenvolvimento cognitivo;


19. Jogar no mesmo time dos meus alunos e não no oposto e, finalmente


20. Ser feliz!

Obrigado Amiga!!!!

O DIÁLOGO DE BUBER



Martin Buber, judeu nascido na Áustria em 1878, era teólogo, jornalista e professor universitário, fundou um centro de ensino judaico em plena Alemanha nazista e acreditava na coexistência pacifica entre judeus e árabes. Aplicando na Pedagogia seus conceitos usados em defesa da paz, Buber tem no diálogo a base de seus pensamentos.


Mais importante no processo educativo do que o sucesso individual é a relação do eu-tu – seria o saber relacionar-se de forma interpessoal, privilegiando a conversa e a cooperação entre crianças. Essa relação só é possível se houver diálogo, pois é do diálogo que valoriza o processo de aprendizagem no ser humano.


Na visão de Buber o outro, o tu, é visto com admiração pela criança desde que ela começa a vivenciar o mundo. A referencia para a percepção de seus próprios limites em relação a suas fantasias e ilusões sobre a sociedade que a cerca será o tu. Gradualmente a criança se percebe como sujeito imperfeito e dependente do tu, das relações – mentais ou sociais. É esse “tu” que vai ajudar na construção do “eu” na criança.


A vivencia com o outro leva o individuo ao impulso de criação, existente para suprir sua necessidade de criar coisas e a si próprio. No entanto a unilateralidade da criação pode levar a criança que não reflete o que faz a se tornar egoísta e consequentemente a não se constituir plenamente.


Entretanto a criança não deve ter por finalidade um ter, a obrigação, mas um fazer bem pensado, uma ação consciente, o prazer da realização.


O papel do professor é ser mediador e interlocutor desse diálogo na gestação do eu. Cabe ao educador ensinas que a valorização da criatividade e do sucesso só ocorre quando estes estão associados à consciência da participação e à necessidade de reciprocidade.


As críticas de Buber estão voltadas ao aprendizado conquistado de formas mecânicas, através de exercícios e aos pedagogos que valorizam e acreditam que o ensino envolve apenas o desenvolvimento intelectual. Ele prioriza o desenvolvimento da habilidade de se relacionar com os outros, respeitando a individualidade dentro da multiplicidade de inclinações e instintos em cada criança e afirma que” a criança quer ser o sujeito do processo de produção (construir ou destruir, apalpar ou bater, etc)” e que realizando por si mesma ela cria o novo.


Segundo Maria Betânia (1), “Buber admite a existência de disposições prévias; relacionadas às capacidades de perceber, imaginar, dar sentido ao mundo, e que fazem parte da nossa singularidade”.


O autor Marcos Gomes relata que para o pensador crianças movida pela paixão de espírito produzem a linguagem. Seguindo então os períodos da teoria de Piaget sobre do desenvolvimento cognitivo da criança veremos que a aquisição de conhecimento ocorre através do desenvolvimento de certas habilidades, como a linguagem e o desenho, passando para o pensamento lógico e chegando à abstração e raciocínio com realismo a cerca do futuro, confirmando assim as afirmações de Buber.


De acordo com Piaget, o papel da ação é fundamental ao desenvolvimento da criança, já que a característica essencial do pensamento lógico é ser operatório, permitir o prolongamento da ação interiorizando-a, formando na criança inteligências inventivas e críticas.


Em suas obras Martin Buber revela sua consciência da importância do diálogo para que a verdade seja estabelecida, pois ele acreditava que no diálogo como a única relação verdadeira e autêntica do ser humano. Isso é fruto de sua influencia filosófica herdada desde sua adolescência onde desenvolveu:

– Com Kant a consciência de que não existe verdade absoluta.

– Com Nietzche a percepção da verdade fragmentada, em flashes, frases poéticas.


Na perspectiva de Paulo Freire(2) o diálogo é um ato de criação e recriação, de coragem e de compromisso, de valentia e liberdade, pois numa relação horizontal entre educador e educando esse diálogo procura a conquista do mundo para a libertação dos homens. Freire apresenta essa relação dialógica para a eficácia de uma pedagogia crítica e transformadora.


Marcos Gomes destaca a tônica humanista das idéias de Buber, onde a consideração pelo outro é essencial na construção do conhecimento, o que inspirou outros pensadores e deu novos rumos à filosofia.


Ao retornar ao espírito do diálogo Socrático Buber exerceu grande influencia ao movimento de renovação da educação no qual a corrente da filosofia existencialista afirmava a existência da criança, aqui e agora, em constante formação. É na construção do ser, do eu que o diálogo se encontra, sendo ele uma das necessidades incorporadas à pedagogia contemporânea.


Morin em “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, diz:

“... a interligação de toda a humanidade, esse fenômeno que estamos vivendo hoje em que tudo está conectado, é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou... informação que não conseguimos processar e organizar... é importante orientar e guiar essa tomada de consciência social que leva à cidadania para que o indivíduo exerça sua responsabilidade.”


Autor da Teoria das Inteligencias Multiplas, Howard Gardner, em seu livro “Inteligências Múltiplas Ao Redor Do Mundo” enfatiza que os educadores devem conhecer ao máximo a individualização de cada um de seus alunos e usar a pluralização nas diferentes maneiras didáticas (jogos, debates, exercícios práticos, etc.) para um melhor aproveitamento das inteligências múltiplas em sala de aula.


Gardner afirma ainda que as revoluções atuais (globalização, biológica e digital) afetam a maneira de ensinar e de aprender, e que isso irá interferir na forma de pensar a educação no futuro. Mais do que nunca é necessário que as crianças aprendam a usar o seu poder de comunicação, inclusão, compreensão e cooperação com o outro, ou como diz Buber, com o eu. Para que isso ocorra é fundamental a orientação no exercício do diálogo.
_________________________________________________

1 - Maria Betânia do Nascimento Santiago, professora da Faculdade da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em sua tese Diálogo e Educação: O Pensamento Pedagógico em \ Martin Buber, que resume toda a obra do pensador.

2 - Paulo Freire , em trecho do livro: Pedagogia do Oprimido (36.ª ed. Rio de Janeiro: Edições Paz e Terra, 2003), explicando a importância e necessidade de uma pedagogia dialógica.

-------------------------------------------------------------------------------------------

REFERÊNCIAS


GOMES, Marcos. Um teólogo que pregava o diálogo. Revista Nova Escola, ed. 225. Editora Abril, Setembro / 2009, p.28 e30.

GADOTTI, Moacir. História das idéias pedagógicas. São Paulo: Ática, 2001. p. 156,160,162 e 163.

BARROS, C.S.G.. A Teoria de Jean Piaget. In.: Pontos de Psicologia do Desenvolvimento. Capítulo 11 Desenvolvimento Cognitivo: Piaget e Bruner., ed. 12. São Paulo: Ática, 2005, p.101-109.

ZENTI, Luciana. É difícil fazer o certo se isso contraria os nossos interesses: entrevista com Howard Gardner. Revista Nova Escola, ed. 226. Editora Abril, Outubro /2009

                                                                 ---------

Esse texto é uma resenha feita por Nilc Rodrigues de Assis :

 TÍTULO:UM TEÓLOGO QUE PREGAVA O DIÁLOGO: Filósofo judeu sugere que os professores ensinem os jovens a conviver com o próximo§
 AUTOR:Marcos Gomes§
 FONTE: Revista Nova Escola, edição 225 - Editora Abril§
 DATA: Setembro / 2009§
 PÁGINAS: 28 e30§

NECESSIDADES ATUAIS NA EDUCAÇÃO


Educar é viver um processo que se inicia no nascimento,  ou como afirma Hannah Arent: "a educação de uma criança começa vinte anos antes de ela nascer", e permanece durante toda a vida, um processo pelo qual somos agentes e pacientes. É um processo de transformação, de crescimento, onde sofremos as mudanças de usos e costumes da nossa sociedade. Educar é essencialmente um ato de amor. 


O momento de aprender não é determinado por nós, mas é durante o amadurecimento que a criança desperta para o aprendizado, a nós cabe exercitá-las para que, ao amadurecer, desenvolvam o auto-conhecimento, posteriormente a reflexão e consequentemente a autonomia.


É necessário uma reformulação das metodologias e técnicas de ensino, pois hoje os valores mudaram e as transformações sociais se refletem nas famílias que cada vez mais têm menos tempo de qualidade com seus filhos e muitas vezes repassam à educação institucional, além da educação intelectual, a incumbência da educação moral e psicológica de seus filhos.


Os limites , que delimitam os direitos e deveres da criança, não são ensinados - ou são mal ensinados. O que devemos entender é que limite em excesso inibe a independência e traz insegurança para a criança, mas a ausência de limites também torna o indivíduo inseguro e desestruturado. O limite - não repressivo, orienta, pois é um ato de amor. A existência dos "nãos" e do "por quê" existentes na família e na escola dão segurança para o indivíduo em sua caminhada.


Exercendo conscientemente sua autoridade (não o autoritarismo) em sala de aula o professor deixa claro os ideais e caminhos a serem seguidos pelos alunos. Quando há uma interação entre professor/aluno, o aluno se torna participativo e o professor realizado no seu ensinar.


O melhor tipo de professor é o que , apesar das circunstâncias, jamais deixa de ser profissional , mas antes entende os problemas e necessidades do aluno e aplica uma metodologia adequada às necessidades para que seu aluno tenha uma aprendizagem satisfatória e significativa. “Estar preocupado com o aluno, procurar levá-lo ao melhor desempenho, reflete a competência do professor”, diz GAVALDON.


As crianças precisam ser estimuladas, trabalhadas para iniciarem a sistematização da leitura e da escrita.Portanto precisamos tomar providências para que a alfabetização seja continuada nas primeiras séries iniciais (1º e 2º ano), pois só assim teremos um menor índice de alunos analfabetos prosseguindo seus estudos , ou pior ainda, saindo “formados” das escolas.



Alguns alunos aprenderão com mais facilidade, pois com ou sem experiência escolar, possuem mais de um esquema mental pronto para a aprendizagem, é um nível mental necessário para a alfabetização, que é, segundo as descobertas de Emília Ferreiro, o aluno estar alfabético. Outros alunos estão nos estágios silábico e silábico-alfabético. Há ainda um terceiro grupo de alunos que estão no estágio pré-silábico. Como educadores devemos proporcionar reais condições de aprendizagem a todos esses grupos, com atividades dirigidas especificamente às suas necessidades, colaborando para o avanço de sua aprendizagem e não apenas mantê-los ocupados em sala de aula.


Rubem Alves diz que,

"um exercício fascinante a se fazer com as crianças seria provocá-las para que elas imaginassem o nascimento dos vários objetos que existem numa casa. Todos os objetos, os mas humildes, têm sua história para contar.[...] Quem é capaz de, na fantasia, reconstruir a história da invenção desses objetos fica mais inteligente."


Nunca podemos nos esquecer que o aluno real é o indivíduo que participa de sua formação com mais autenticidade.


Dar aulas não é o mesmo que Ensinar. Dar aulas é passar o conteúdo programado, enquanto que ensinar é fazer-se entender, levar o outro a "tomar posse", a se apropriar de um conhecimento pleno. É o saber o porquê do aprender, é aprender o saber e saber onde aplicá-lo, como afirma GAVALDON (1997).


Algumas dificuldades no ensino aprendizagem são causadas pelo uso de metodologia sem didática por professores que não dispõem de material concreto, tornando as aulas monótonas e cansativas.


Para favorecer sua didática o professor precisa:

- dominar o conteúdo a ser passado para os alunos - a didática precisa ser fundamentada teoricamente;

- desenvolver habilidade de comunicação - deve haver uma atualização frequente através da troca de experiências.

Os inimigos do educador são:


Rotina
+
Acomodação


É necessário refletir, reavaliar o currículo escolar para atender as necessidades atuais na educação. Nessa reflexão é fundamental que o professor também reavalie sua postura, pois o educador precisa de um novo olhar para dentro, sobre sua prática pedagógica, para que através da percepção de seus conhecimentos possa então projetar um novo olhar para fora, se apropriando do que pode ser desnudado, projetado em sua prática de ensino. É assim, exercitando seus olhares, que o educador levará seu aluno (Real) a se apropriar do conhecimento e tornar-se o sujeito do próprio aprendizado.




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA



ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. Campinas : Papirus, 2000. 93 p.

GAVALDON, Luiza Laforgia. Desnudando a escola: ensino aprendizagem interação disciplina avaliação e muito mais. São Paulo : Pioneira, 1997. 84 p.

EDUCAÇÃO



Há alguns anos vi uma entrevista de Içami Tiba e me encantei com sua simplicidade e forma tão direta de falar sobre educação. Recordo- me de uma frase sua (talvez não nas mesmas palavras) durante a entrevista: " o ato de rebeldia é a forma de seu filho implorar por limites" . Logo me vi pensando numa Criança sendo o ponteiro de uma bussola sem o Norte, eu também ficaria desorientada, e assim como o ponteiro desgovernado eu seria um individuo sem orientação.

Esse lapso de pensamento me veio a memória assim que passei pelo blog da profª Natalia . Fiquei muito feliz ao ler o texto a seguir e acredito que todos nós, Pais e Professores, participantes da educação formal ou informalmente, devemos refletir sobre quem deve recair a responsabilidade da educação de nossas crianças e adolescentes.

Palestra do Psiquiatra Içami Tiba**, em Curitiba:

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder.Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.



**Dr. Içami Tiba:

Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.. Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos. Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.



1º- lugar: Sigmund Freud, 2º- lugar: Gustav Jung, 3º- lugar: Içami Tiba.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Paciência : Exercício de Sabedoria

Valorize cada Momento, Viva Plenamente

Se voce cursa pedagogia, ou é formado mas deseja se especializar , não deixe de acessar, vale a pena realmente.
Basta clicar no curso e acessar maiores informações.
Não perca tempo, comece já!